
Filmes gravados na África do Sul: História, cultura e paisagens em cena
A África do Sul é um país repleto de paisagens deslumbrantes, uma história rica e uma cultura vibrante que inspiram cineastas de todo o mundo. Seus cenários autênticos e significativos servem não apenas como pano de fundo para filmes memoráveis, mas também como parte essencial das narrativas, que frequentemente refletem as lutas, conquistas e a beleza deste país. Neste blog, exploramos quatro produções que destacam a África do Sul tanto em suas histórias quanto em suas locações, conectando espectadores ao coração e à alma desta nação.
JUNTOS E MISTURADOS
“Após um primeiro encontro desastroso, Jim e Lauren, ambos divorciados, acabam viajando por coincidência para o mesmo hotel durante as férias, cada um acompanhado de seus respectivos filhos. Nesse contexto inesperado, eles são obrigados a conviver e, aos poucos, uma atração mútua começa a surgir, transformando o que poderia ser apenas mais um confronto em um caminho para novos começos”.
Juntos e Misturados é um filme de 2014 dirigido por Frank Coraci, com as estrelas Drew Barrymore e Adam Sandler. As cenas que retratam as férias dos protagonistas foram gravadas em localizações deslumbrantes da África do Sul, incluindo o icônico Hotel The Palace no Sun City e o Pilanesberg National Park. Ambos os destinos podem ser explorados em roteiros exclusivos oferecidos pela África do Sul Turismo, proporcionando aos viajantes uma experiência cinematográfica inesquecível.
A MULHER REI
“Em 1800, o general Nanisca treina um grupo de mulheres guerreiras para proteger o reino africano de Dahomey de um inimigo estrangeiro.”
Inspirado em uma história real, A Mulher Rei (dirigido por Gina Prince-Bythewood e estrelado por Viola Davis) narra a trajetória de Nanisca, comandante do exército feminino Agojie, do Reino de Daomé. No século XVII, essas guerreiras enfrentaram colonizadores franceses, tribos rivais e resistiram à escravidão em meio a crescentes conflitos na África Ocidental. O grupo surgiu devido à escassez de homens causada pelas guerras e pela demanda do comércio de escravos, que forçou Daomé a alistar mulheres para a defesa de seu povo e território.
O filme foi gravado em localizações deslumbrantes da África do Sul, incluindo paisagens que enriquecem a narrativa com autenticidade e impacto visual. A produção destaca a beleza natural do continente africano, ao mesmo tempo em que reforça sua rica história e cultura. As filmagens em terras sul-africanas conectam o passado ao presente, trazendo à tona a importância de preservar e contar histórias que celebram a resistência e a força de seu povo.
INVICTUS
“Recentemente eleito presidente, Nelson Mandela (Morgan Freeman) tinha consciência que a África do Sul continuava sendo um país racista e economicamente dividido, em decorrência do apartheid. A proximidade da Copa do Mundo de Rúbgi, pela primeira vez realizada no país, fez com que Mandela resolvesse usar o esporte para unir a população. Para tanto chama para uma reunião Francois Pienaar (Matt Damon), capitão da equipe sul-africana, e o incentiva para que a seleção nacional seja campeã.”
O filme de 2009, dirigido por Clint Eastwood e estrelado por Morgan Freeman e Matt Damon, aborda a luta de Nelson Mandela para unificar a África do Sul em meio às profundas cicatrizes deixadas pelo Apartheid. A trama foca na história inspiradora por trás da Copa do Mundo de Rúbgi de 1995, quando Mandela utilizou o esporte como uma ferramenta para promover a união nacional.
A produção foi filmada na Cidade do Cabo e em outros locais icônicos do país, capturando não apenas a beleza das paisagens sul-africanas, mas também elementos culturais que enriquecem a narrativa. O Estádio Ellis Park, em Joanesburgo, é um dos cenários reais que aparece no longa, agregando autenticidade à representação histórica.
Mais do que contar um pedaço significativo da história sul-africana, o filme celebra a resiliência, a diversidade cultural e o poder do esporte como instrumento de transformação social.
SARAFINA! O SOM DA LIBERDADE
“Nos anos 1970, na África do Sul sob o Apartheid, a jovem Sarafina (Leleti Khumalo) descobre sua consciência política ao ser inspirada por sua professora Mary Masembuko (Whoopi Goldberg). Junto aos colegas, ela lidera um levante com números musicais para denunciar a opressão e as restrições do governo.”
Com performances marcantes e números musicais que reforçam a narrativa, o longa retrata a luta por liberdade e justiça durante um dos períodos mais sombrios da história sul-africana.
Grande parte das filmagens foi realizada em locações autênticas na África do Sul, incluindo escolas, ruas e bairros que retratam fielmente a atmosfera da época. Esses cenários contribuem para a veracidade da história, conectando a produção diretamente aos locais que testemunharam os horrores e as resistências ao Apartheid. A escolha de filmar no país também simboliza um tributo às pessoas que viveram e lutaram por igualdade, trazendo às telas uma narrativa autêntica e impactante.
CONCLUSÃO
Esses filmes não apenas destacam o talento cinematográfico internacional, mas também colocam a África do Sul em evidência, seja como um palco para grandes histórias ou como um personagem que agrega profundidade às narrativas. Ao explorar cenários naturais, históricos e culturais do país, essas produções inspiram os espectadores a conhecerem mais sobre a rica herança sul-africana. Se você é apaixonado por cinema e viagens, que tal incluir a África do Sul em seu próximo roteiro?